Criança com medo da vacina? Veja como ajudar (e como ajudamos)

Criança com medo da vacina? Veja como ajudar (e como ajudamos)

27 Dez 2022

por Imunovida

Não é incomum ver uma criança com medo da vacina. Mas sabia que não precisa ser assim? A proteção deveria ser motivo de tranquilidade, não de receio por parte dos pequenos e até mesmo dos pais.

Sabemos que não é fácil ver o bebê tomar uma picadinha, pode doer um pouco e o choro vir. E não tem nada que parta mais o coração de uma mãe do que isso. É justamente nesse momento que precisamos ser fortes e não passar nosso medo para eles.

Hoje, vamos te contar como lidar com crianças com medo da vacina. Aqui na Imunovida temos algumas ferramentas que ajudam bastante nesse processo, mas não é só isso que importa.

Siga a leitura e acompanhe nossas dicas de ouro para ajudar crianças com medo de vacinar!

De onde vem o medo da vacina?

A criança não nasce com medo da vacina. São dois fatores que fazem com que ela desenvolva esse receio: a dor da picadinha da agulha, mas principalmente a reação dos pais na hora da imunização.

Claro que não culpamos os pais pela criança com medo de vacinar. É natural querer proteger a cria e até sofrer com a dor deles. Só que nesse caso, é algo passageiro e que fará bem à criança. Então, usar reforço negativo e deixar transparecer pena não é a melhor opção durante o crescimento do bebê.

Como profissionais da saúde e clínica de vacinas, também não podemos dizer que a picada da agulha é indolor. Seria uma mentira para os pequenos, por isso preferimos argumentos como “é rápido”, “já já passa” e outros. Falar a verdade é sempre a melhor saída para não criar falsas expectativas e nem traumatizar crianças com medo de vacinar.

Já para os pais, gostamos de sempre reforçar a importância da imunização e como ela é capaz de erradicar doenças graves, como rubéola, sarampo e até poliomielite. Apesar disso, ainda vemos uma queda nos índices vacinais que ainda nos trarão muitos problemas futuramente.

Como ajudar criança com medo de vacina?

Sabia que até os 18 meses, seu pequeno tomará cerca de 26 doses de vacinas, de acordo com o calendário vacinal da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm). Impossível passar por tudo isso sem ajudar a criança com medo da vacina, não é?

Inclusive, até os 9 anos de idade, existe um calendário vacinal que deve ser rigorosamente cumprido para a segurança e saúde da criança. Algumas vacinas são pelo SUS e outras só podem ser encontradas nas clínicas particulares.

É uma rotina intensa, que merece toda atenção e cuidado por parte dos pais e dos profissionais de saúde também. Mas existe, sim, uma forma de ajudar crianças com medo de vacinar.

Esse cuidado pode ser feito por meio de ferramentas que minimizam a dor quanto por mudança de comportamento antes do dia da vacina. Quer saber quais são? Confira a seguir os métodos que usamos (e orientamos) para uma picadinha tranquila para crianças com medo de vacinar!

Pikluc

O Pikluc é uma das ferramentas que temos aqui na Imunovida para aliviar a dor na hora da picadinha. Ou seja, é perfeita para crianças com medo da vacina.

Ele consiste em dispositivo com um lado liso e outro com várias mini pontas. Elas ajudam na hora da aplicação da vacina, pois são pressionadas sobre o local e sensibilizam os nervos da região. O efeito é imediato e conseguem diminuir a ansiedade e sensação de dor causada pela agulha.

É indicado para todas as idades, desde bebês a crianças maiores, que estão completando o ciclo vacinal da infância. O produto já tem design com uma abertura pensada exatamente para demarcar o local da aplicação da agulha e facilitar o trabalho do enfermeiro.

E o Pikluc também é muito fácil de usar. Basta seguir os procedimentos de praxe, com a higienização local, pressionar firmemente as mini pontas sobre o lugar de aplicação e esperar alguns segundos para que ocorra a sensibilização dos nervos. Aí é só dar a vacina e pronto: criança imunizada com o mínimo possível de dor!

Quer ver como funciona na prática? Confira esse vídeo que temos direto do fabricante do produto, a Likluc, para ajudar criança com medo da vacina:

https://www.youtube.com/watch?v=6Y5eoshefEA&t=29s

Buzzy

Não importa se é vacina contra a gripe ou se faz parte do calendário de vacinação da criança, o Buzzy é outro ótimo instrumento para inibir a dor quando lidamos com crianças com medo de vacinar. Ele vem em um formato divertido, de abelhinha ou joaninha, que já atrai a atenção do pequeno.

Mas além de distrair, ele usa a vibração e a sensação fria para aliviar a tensão da picadinha de agulha. Na verdade, existe até uma teoria para isso, é a Teoria do Portão: quando você envia para o seu cérebro informações de movimento e de frio o “portão” se fecha para a dor.

Ele é usado em várias regiões do corpo. Inclusive, pode ser um grande aliado não apenas para crianças com medo da vacina, mas também na hora da coleta de sangue. Vai funcionar da mesma forma, enganando o cérebro com o misto de sensações que vai proporcionar.

Depois que esse choque passa e a criança vai vendo que não precisa de pânico quando falamos em vacina, fica muito mais fácil levá-la da próxima vez. E o resultado você já sabe: cada vez menos medo no decorrer da infância.

Usamos esses dois modelos aqui na clínica para lidar com crianças com medo de vacinar e podemos garantir: é resultado comprovado!

Mas se você quer entender melhor como eles funcionam, podem conferir o vídeo que Gizele Maciel explicou sobre o tema – vale para crianças com medo de vacina e para os adultos também!

 

Amamentação durante a vacina

Agora quando falamos em vacina para bebês, o assunto pode ser até mais delicado. Nos primeiros meses, eles não têm noção de que a agulha pode trazer dor, mas se as experiências forem traumáticas, com o tempo os pequenos começam a associar a rotina de sair de casa e a chegada à clínica como sinal de alerta.

Por isso, uma das opções que oferecemos e que também funciona bem é vacinar durante a amamentação. Quando o bebê está se alimentando, principalmente de leite materno direto da mãe, ele relaxa e sabe que está em um ambiente seguro.

A tensão será menor, o desgaste por parte do bebê, da mãe e da enfermeira também. E o melhor de tudo é que, pela experiência que temos, a vacinação passa praticamente despercebida.

Foi pensando nisso que nossa nova sede matriz, no Centro de Uberlândia, conta com uma sala de amamentação. Tudo para garantir o conforto, privacidade e tranquilidade tanto para a mãe quanto para a criança.

Escolha um ambiente acolhedor

Outro ponto quando falamos em crianças com medo de vacinar é o ambiente. É inevitável que ela sinta medo se entra em uma sala fria e onde não reconhece o acolhimento. Sim, embora pequenas elas podem sentir isso de longe.
Então, para tornar o momento da imunização mais tranquilo, você pode contar com clínicas com tratamento humanizado e que oferecem espaços pensados para os pequenos. E nosso projeto arquitetônico é prova disso: são cores que passam tranquilidade, aconchego e carinho.
Sem contar que temos um espaço perfeito para as crianças: a sala de brinquedos. Alguns pacientes já chegam, vão correndo para lá, brincam alguns minutos, tomam a vacina e voltar para se divertir mais. Tem coisa melhor?
Os pequenos precisam saber que o espaço também foi pensado para eles. Eles precisam se sentir confortáveis para, então, passar pela hora da vacina sem medo e sem a tensão que envolve toda a preparação.

E na hora da picadinha, aqui não tem drama. Nossos pequenos são levados para a casinha da árvore, onde tem conforto, elas se vacinam deitadas e vendo desenho – junto com os dinossauros (pintados na parede). Essa foi outra forma de ajudar a criança com medo da vacina.

Apesar de não sermos uma clínica de vacinas só para crianças, abraçamos a ideia de que elas precisam ser bem recebidas para não sofrer com traumas futuros. Um lugar que passe a ideia de tratamento humanizado, especialmente para crianças com medo de vacina, pode quebrar a visão que muitas têm de a hora da picadinha é apenas dor e muito choro.

Não associar vacina a algo negativo

Agora, papais e mamães, conversa séria: se você não quer uma criança com medo na hora de vacinar, nada de associar a agulha com castigo. Já soubemos de muitos casos de os pais que usam a vacina como ameaça, acredita?

Existem também aqueles que sofrem por antecipação, até mais que a criança. Quando notam que a vacina é no dia seguinte, já começam a falar e fazer uma preparação de forma errada. Falar que vai doer e ficar o tempo todo lembrando não ajuda.

O melhor é agir naturalmente e apenas avisar a criança que naquele dia tem vacina. Sem alarde, sem pânico.

Precisamos tratar a imunização como algo comum e necessário, não como moeda de troca por bom comportamento – até porque elas precisam se vacinar de qualquer forma, então dizer que quem não faz “bagunça” não toma picadinha é até uma forma de enganar a criança, causando ainda mais trauma.

Converse com a criança que tem medo de vacina

Outra dica super importante é não deixar o assunto “vacina” só para o dia da imunização. É um tema que deve ser levantado sempre.

Cabe aos pais explorarem o tema o máximo possível e responder às dúvidas dos pequenos. Fale sobre a importância da vacinação, como as vacinas são feitas e já comece a educação científica logo cedo, em uma linguagem que ela entenda.

É válido mostrar todos os pontos positivos e como a vacinação já ajudou milhões de pessoas no mundo. Isso vai ser muito útil futuramente, na escola, mas também como lição de vida. Os pequenos vão ver a necessidade de cuidar da saúde e das vacinas para o ser humano.

Fique com a criança o tempo todo

Até aqui você viu várias formas de ajudar uma criança com medo de vacinar. Mas nada ajuda mais do que ter um dos pais por perto, na hora da imunização. Vale um colo, um abraço, mãos dadas ou apenas a companhia.

Não precisa usar a justificativa de que a criança está crescendo e precisa enfrentar algumas coisas sozinha. Nossos pequenos precisam de acolhimento e apoio emocional de quem elas confiam. Por isso, esteja por perto sempre – isso faz muita diferença para eles, não importa a idade.

Como deve ser o cuidado pós-vacina?

Entrando nos mitos e verdades sobre vacinas, não podemos negar que as reações dos imunizantes existem. Algumas crianças podem sentir febre, enjoo ou passar ilesas. Mas pode ficar calmo: se uma vacina foi aprovada pela Anvisa e está sendo aplicada, ela é segura.

As reações existem, já estão descritas em bula, e são uma resposta do corpo à aplicação do imunizante. Isso porque nossas células lutam para nos proteger contra elementos estranhos e para garantir que nada que nos faça mal fique no nosso organismo.

Por isso, o acompanhamento pós-vacinal é tão importante para garantir que está tudo dentro do esperado ou se a reação é algo incomum para determinada vacina. Na Imunovida, nossos profissionais fazem esse trabalho, com suporte da médica responsável técnica.

Fique de olho na criança nas próximas 48 horas depois da vacina e procure seu pediatra caso algo diferente aconteça. Mas nunca medique por conta própria. É preciso saber quais remédios podem ser oferecidos e que não vão entrar em conflito com o imunizante aplicado.

Se a reação for dor no local, pode ficar despreocupado. É normal que ela permaneça por até 3 dias. Já quando ela vem seguida de febre no lugar da vacina, o Xô febre é indicado.

É uma compressa aderente em gel refrescante que funciona como um excelente recurso para ajudar a baixar a febre das crianças. Ela alivia sintomas de febre, diminuindo o mal-estar de crianças de forma prática.

Gostou de saber como cuidar de crianças com medo de vacinar? É um conhecimento muito útil e que serve para repassar para familiares e amigos também. Mas agora é hora de dar outro passo: conhecer o calendário vacinal para cada faixa etária. 

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