No Brasil, mais de 700.000 novos casos de câncer surgem a cada ano, o que representa um desafio significativo para a saúde pública. Quando alguém tem câncer, é muito provável que seu sistema imunológico fique mais fraco. Isso é chamado de imunocomprometimento grave, e pode fazer com que essa pessoa fique mais vulnerável a infecções. Essas infecções não apenas representam uma ameaça à saúde do paciente, mas também podem interferir no tratamento adequado do câncer, atrasando ou até mesmo impossibilitando a administração de terapias como quimioterapia, radioterapia ou procedimentos cirúrgicos.
Pacientes oncológicos e as vacinas
Existem diferentes tipos de tratamentos para o câncer, como medicamentos, radioterapia e quimioterapia. Cada um pode afetar o sistema imunológico de formas diferentes. Por isso, as recomendações sobre vacinas variam conforme o tratamento. É importante discutir isso com seu médico e receber todas as vacinas necessárias até 14 dias antes de começar o tratamento.
Embora pacientes com câncer possam ter uma resposta menor, ainda assim é importante que sejam vacinados. A eficácia das vacinas depende do estado do sistema imunológico da pessoa, mas mesmo com essa resposta reduzida, a vacinação é recomendada, embora em alguns casos seja necessário ajustar os esquemas de vacinação ou tomar precauções extras.
Também é muito importante que a vacinação de pessoas próximas do paciente oncológico, como familiares, cuidadores, profissionais de saúde etc., esteja em dia, pois isso diminui o risco de passarem doenças e infecções para esse paciente.
As vacinas podem piorar a saúde de quem tem câncer?
Não há evidências de que as vacinas causem mais problemas para pessoas com câncer, a menos que sejam vacinas vivas contendo bactérias ou vírus enfraquecidos. As vacinas inativadas geralmente são seguras, apesar de possivelmente gerarem uma resposta imunológica um pouco mais fraca, dependendo do estado do sistema imunológico. No entanto, as vacinas vivas geralmente não são recomendadas quando o sistema imunológico está enfraquecido.
Vacinas contraindicadas para pacientes em tratamento de câncer
Algumas vacinas, as chamadas vacinas vivas, que são compostas por bactérias ou vírus vivo atenuado, não são recomendadas para pacientes com câncer que estão passando por tratamentos ou para aqueles em que o câncer não está sob controle. Exemplos de algumas dessas vacinas são:
- Varicela (que protege contra a catapora);
- Tríplice viral (que protege contra sarampo, caxumba e rubéola);
- Febre amarela;
- Pólio oral;
- Rotavírus;
- Tetraviral (protege contra sarampo, caxumba, ribéola e varicela);
- Herpes-zóster.
Se for necessário receber essas vacinas, o ideal é tomá-las pelo menos quatro semanas antes do início do tratamento que enfraquece o sistema imunológico. Se isso não for possível, elas podem ser administradas no mínimo 15 dias antes do tratamento. Se as vacinas não foram aplicadas antes, devem ser administradas pelo menos três meses após o término da quimioterapia, desde que o câncer esteja sob controle e o sistema imunológico não esteja muito enfraquecido.
Vacinas liberadas para pacientes em tratamento de câncer
As vacinas inativadas são especialmente recomendadas para pacientes oncológicos, pois apresentam menor risco de causar efeitos colaterais.
A seguir, você pode conferir as principais vacinas recomendadas para pacientes imunodeprimidos:
- Influenza (gripe);
- Hepatite A;
- Hepatite B;
- Haemophilus influenzae b (Hib);
- HPV;
- Pneumocócica conjugada 10 valente;
- Pneumocócica conjugada 13 valente;
- Pneumocócica polissacarídica 23 valente;
- Meningocócicas conjugadas C ou ACWY;
- Meningocócica B;
- Covid-19.
Outras recomendações
As vacinas de rotina são recomendadas sem restrições, de acordo com os calendários para cada faixa etária:
- Poliomielite inativada (VIP);
- Dupla bacteriana do tipo adulto (dT);
- Tríplice bacteriana do adulto (dTpa);
- Quadrupla bacteriana do tipo adulto contendo também a vacina pólio inativada (dTpa-VIP).
(Guia de Vacinação no Paciente Oncológico SBIm, 2021).
Fonte: Cuidamos Juntos
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